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janeiro 21, 2005
Na Luz Vermelha

Escrevo,
no silêncio sanguíneo da noite,
entre sombras vivas desfilando, no céu trágico.
Assim me ergo
acima da morte agitada no ar,
por chicotes suspensos de árvores negras.
Espero a manhã
enquanto a lua corre velada,
afrontando no rosto os vitupérios do vento.
Escrevo,
sonâmbulo,
na luz vermelha das sibilas e dos astros,
contra o terror cego, que vagueia pelo campo.
Manuel Filipe
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Da Sónia:
Escrevo sibilada pelas
cores das desnuvens da noite...
Sou incolor e reversa
quando chegas!
Do 5ºelemento:
{ ...
escrevo, se ...
escrevo, se dor e prazer dou;
escrevo, se quando triste estou;
escrevo, se quando solitário sou;
escrevo, se quando sofrimento durou;
escrevo, se (em) prazer passou;
escrevo, se de amor se tratou
© biquinha
... }
Do OrCa:
Não páro na luz vermelha
Da noite triste e aflita
Quero um vermelho que grite
Que se espante
E que agite
Bandeiras nas madrugadas
Quero sentir outra vez
O rubro sangue ferver
No ardor das barricadas
Vermelho o sangue a correr
Solidário
A renascer
Nas veias encortiçadas...
Não páro na luz vermelha
Corro na noite para ela
Na certeza de que o dia
Trará com ele a utopia
Colorida de quimera.
Da Náufrago:
contorço-me em negrume
árvore amputada
leio o teu nome
escrito no vermelho
estico-me mais ainda.
aonde estás?
descaio leve a cabeça
vislumbrei-te.
até já meu Amor
estendo-te o braço.
Publicado por ognid às janeiro 21, 2005 12:54 AM
Comentários
contorço-me em negrume
árvore amputada
leio o teu nome
escrito no vermelho
estico-me mais ainda.
aonde estás?
descaio leve a cabeça
vislumbrei-te.
até já meu Amor
estendo-te o braço.
Linda àrvore!
Bjs.
:)
Publicado por: náufrago em janeiro 24, 2005 10:28 AM
Esta foto está fantástica.
Vários vermelhos aí incritos, sobretudo se são fundo de árvores. Inventas tu a paisagem, as usual.
As palavras de contributo que lhe apensaste, mostram as diferenças dessas vermelhas tonalidades.
Os meus olhos ficaram presos no plano próximo - o da árvore. O meu olhar viajou de cá para lá, de lá para cá - a confundir os planos.
Gosto tanto de momentos destes!...
Thks. Big hug
Publicado por: MJM em janeiro 22, 2005 03:49 PM
Foi a sorte que me trouxe aqui.
Gostei muito e prometo voltar.
Beijo
Publicado por: Ritinha em janeiro 22, 2005 12:24 AM
Amigo Ognid, aqui apeteceu-me um "poema heróico", à falta de vassouras cósmicas que nos ajudem a varrer... esta "coisa" em que andamos atolados. Com um grande abraço, aqui vai:
Não páro na luz vermelha
Da noite triste e aflita
Quero um vermelho que grite
Que se espante
E que agite
Bandeiras nas madrugadas
Quero sentir outra vez
O rubro sangue ferver
No ardor das barricadas
Vermelho o sangue a correr
Solidário
A renascer
Nas veias encortiçadas...
Não páro na luz vermelha
Corro na noite para ela
Na certeza de que o dia
Trará com ele a utopia
Colorida de quimera.
Publicado por: OrCa em janeiro 21, 2005 11:21 PM
{ ...
escrevo, se ...
escrevo, se dor e prazer dou;
escrevo, se quando triste estou;
escrevo, se quando solitário sou;
escrevo, se quando sofrimento durou;
escrevo, se (em) prazer passou;
escrevo, se de amor se tratou
© biquinha
foto [e trabalho sobre ela] = 5*
abraço
... }
Publicado por: o5elemento em janeiro 21, 2005 10:58 PM
Tu e as árvores... Já me estão a irritar! Poema lindo mas triste (eh pá que comentário original, hã?). A foto está espectacularmente bem editada, o efeito é incrível mas... PER DIO, alegra-te um bocadinho! Please... Jinhos
Publicado por: puta_madre em janeiro 21, 2005 09:10 PM
Começa já a ser tempo de fazer prevenção contra os incêndios florestais.. :)
Publicado por: pecola em janeiro 21, 2005 08:08 PM
O poema é bonito mas eu gosto particularmente da foto.
Publicado por: congeminações em janeiro 21, 2005 07:36 PM
OLA :D participa no meu desafio sorriso. Manda-me o teu sorriso para o meu mail, esta tudo explicadinho no meu blog. APARECE
Publicado por: Patricia em janeiro 21, 2005 07:29 PM
Bonito. E triste. Beijinhos
Publicado por: lique em janeiro 21, 2005 07:01 PM
Lindissima Foto.. o poema é igualmente lindo, mas trite... Um beijo grande Ognid.. Desejo-te um fim e seana muito feliz!
Publicado por: Maria Branco em janeiro 21, 2005 02:58 PM
Linda foto, parceiro!
Publicado por: Lia em janeiro 21, 2005 02:52 PM
Escrevo sibilada pelas
cores das desnuvens da noite...
Sou incolor e reversa
quando chegas!
Publicado por: Sónia em janeiro 21, 2005 01:07 PM
Ler o poema foi bom. Na noite de poesia vou ler este poema de Manuel Filipe... perna não possa dizer por palavras minhas os sentimentos que a tua foto despertam...
Que tenhas um bom fim de semana.
Publicado por: josé gomes em janeiro 21, 2005 11:47 AM
Uma foto que eu punha na minha sala de estar...mesmo por cima de um móvel preto que lá tenho.
Jinhos
Publicado por: Blue em janeiro 21, 2005 09:30 AM
Assim me ergo
acima da morte agitada no ar,
por chicotes suspensos de árvores negras.
Como um pedido ajuda.
Publicado por: em janeiro 21, 2005 06:32 AM
É tarde. Já vai alta a noite mas valeu a pena vir aqui ler este poema.
Tudo de bom Rogério
Publicado por: Poemas de amor e dor em janeiro 21, 2005 01:34 AM