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fevereiro 03, 2005
Sob a luz do meretrício

Sou meia-luz
Sou meio-irmão
Sou meia-noite
Meio-limão
Meia-idade
Sou meio mau
Sou meio-fio
Sou meia-nau
Sou meia-laranja
Sou meio-gás
Sou meia-lua
Meio rapaz
Meio-tempo
Sou meia-final
Sou meio-jogo
Sou meio animal
Sou meio tia
Sou meio-tom
Sou meia-lona
Meio bom
Meio-termo
Sou meio-corpo
Sou meio-vivo
Sou meio-morto.
Apague a luz se faz favor
Porque agora é meio-dia.
Poema de Nino Garbin
Publicado por ognid às fevereiro 3, 2005 02:16 AM
Comentários
Simplesmente linda, a fotografia... O conjunto, é pojante, um momento onírico.
Abraços.
Publicado por: LE. em fevereiro 7, 2005 10:43 AM
Belo o poema do Nino que já tinha lido lá no blog dele! A tua foto é meia-nau, meio-fogo e é perfeita para este poema. Beijinhos
Publicado por: lique em fevereiro 3, 2005 10:11 PM
Ognid, agradeço imenso este precioso espaço. Gostei muito. Um grande abraço.
Publicado por: nino em fevereiro 3, 2005 08:52 PM
Gostei imenso da imagem
Beijinho grande
Publicado por: Sónia em fevereiro 3, 2005 06:57 PM
Belo poema o do Nino. Das tuas fotos, já até quase me coíbo de elogiar
Abraço
Publicado por: yardbird em fevereiro 3, 2005 05:22 PM
Um poema a condizer com as sombras da foto...
Publicado por: polittikus em fevereiro 3, 2005 03:38 PM
Muito bom e inspirativo Ognid...
Abraço!
Perdida no horizonte
vagando sobre ar
respiro a brisa fresca
sou terra, sou mar
sou parte de um todo
sou todas as partes
sobrevivo de sentimentos
não sou mulher momento,
nem metade
sou mulher amor
sou mulher arte.
Publicado por: Vivian Oliveira em fevereiro 3, 2005 03:37 PM
Forte poema com foto a condizer:-) beijos*
Publicado por: wind em fevereiro 3, 2005 02:34 PM
Não há "meias palavras" para este POEMA de "meios" com uma ilustração de TOTALIDADE... Acho que se completam muito bem... Uma parceria SOBERBA mais uma vez! :)**
Publicado por: M.P. em fevereiro 3, 2005 02:29 PM
vermelho fogo
fogo fingido
amor fugaz
amor já feito
pronto a servir
fogueira acesa
a que hora for
fogueira ardente
e exigente
dos sem amor
amor de venda
amor sem troca
tão fogo-fátuo
tão imperfeito
como o sabor.
fogueira acesa
fica depois a aquecer
quem deu o corpo
no velho velho
colchão de pedra
na rua fria
na noite morta
morre o amor.
Linda foto, Menino!
:)
Publicado por: náufrago em fevereiro 3, 2005 12:19 PM
Gostei deste...
Publicado por: Roney Nascimento em fevereiro 3, 2005 12:01 PM
que bela foto! Amigoresponde ao meu e mail please!! beijocas
Publicado por: seila em fevereiro 3, 2005 10:36 AM
Ognid,
Posso ler este poema na Noite de Poesia de sábado?
Boa foto...surreal, mas boa foto.
Um abraço,
Publicado por: josé gomes em fevereiro 3, 2005 10:22 AM