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fevereiro 21, 2005
A ribeira

A ribeira está ali.
Cheia de pedras, ervas caídas.
Troncos caídos permitem que a atravessemos.
Passamos ou deixamo-nos arrastar pela corrente?
A água em baixo chama-nos
e por vezes é mais fácil ir com a corrente.
Do outro lado está o futuro, a terra prometida.
Mas passar os troncos exige coragem, sacrifício.
Eu vou passar! Queres a minha mão?
Poema de Carlos António
Que a tua travessia seja rápida e segura
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Da Olho-de-Mocho:
Fresco fresco
límpida manhã
um povo redescobre
que é senhor
do destino
que quse lhe fugia
freco fresco
este rumor de gente
querendo saúde paz
trabalho alegria
será verdade?
fresco fresco
corre o rio
do vivo sonho
que quem trabalha
cria.
fresco fresco
é o renovado povo
que esta manhã
sorria.
Publicado por ognid às fevereiro 21, 2005 12:37 AM
Comentários
Enquadramento perfeito o que não é de admirar
neste blog.
Publicado por: congeminações em fevereiro 22, 2005 09:57 AM
O poema é lindo e a foto faz-nos "sentir" a ribeira a correr. Belo. Beijinhos
Publicado por: lique em fevereiro 21, 2005 10:11 PM
Esta fotografia está sebastianística... Parece o ribeiro das manhãs frias que nos desperta por vezes no olhar...
Publicado por: Aziluth em fevereiro 21, 2005 06:33 PM
Caminhamos de desafio em desafio e uma mão que se estende é sempre um salto em frente!... :)
Publicado por: sotavento em fevereiro 21, 2005 12:05 PM
Fresco fresco
límpida manhã
um povo redescobre
que é senhor
do destino
que quse lhe fugia
freco fresco
este rumor de gente
querendo saúde paz
trabalho alegria
será verdade?
fresco fresco
corre o rio
do vivo sonho
que quem trabalha
cria.
fresco fresco
é o renovado povo
que esta manhã
sorria.
Bjs.
Publicado por: Olho de Mocho em fevereiro 21, 2005 09:30 AM
Lindo poema de Carlos António, uma força de esperança e foto onde nem é preciso escrever nada, muito boa como sempre.
Publicado por: Flap em fevereiro 21, 2005 08:33 AM
só falta ouvir a água.
Publicado por: TCA em fevereiro 21, 2005 01:35 AM