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fevereiro 26, 2005
Flor Vermelha

Poderia amar-te na aurora das revoluções,
com o amor alucinado
dos anarquistas loucos,
em caves desertas e cinzentas de fumo,
sob furacões de balas e multidão,
no delírio sangrento
da queda da ordem
e das tiranias
Amar-nos-íamos!
Amores crispados,
amores profanos,
amores inquietos de pólvora
e arame farpado.
Ficaríamos depois,
ombros nos ombros,
alheios às chamas,
olhando a imensa flor vermelha
irrompendo
por entre os escombros.
Poema de Manuel Filipe
Publicado por ognid às fevereiro 26, 2005 02:08 PM
Comentários
olha eu venho, volto, vou, volto e fico sem palavras e com uma gana de escrever! este Manuel Filipe é um espanto e esta tua foto é...bolas acho vou sair outra vez sem dizer nada...
Publicado por: em fevereiro 28, 2005 09:24 PM
Este poema do Manuel Filipe é arrebatado e arrebatador,rubro de paixão como a foto do ognid, perfeita para o poema. manuel e ognid parabéns
Publicado por: encandescente em fevereiro 28, 2005 09:03 PM
belissima imagem com palavras fortes a rematar...
Publicado por: jorge em fevereiro 28, 2005 06:58 PM
A todos os participantes do jantar que estejam interessados em ficar com algumas recordações fotográficas do convívio, basta enviarem-me um mail para luisantoniosilva@iol.pt que na resposta terei todo o gosto em as enviar.
Publicado por: luis silva em fevereiro 28, 2005 12:58 PM
encarnado encarnado
fogo que me consumiu.
sobra um retrato pintado
por quem ness'hora me viu.
encarnado. rosa rubra
paixão louca de perder
que a tua cinza me cubra
rosa ardente da paixão
que cinza de apaixonados
que se consomem a dois
não é uma cinza qualquer.
rosa encarnada. mulher!
Publicado por: Olho de Mocho em fevereiro 28, 2005 12:30 PM
Espantosa esta flor vermelha de paixão... Beijos.
Publicado por: Aziluth em fevereiro 28, 2005 12:03 PM
Simplesmente expectacular!A foto??? é de artista.Poema e foto em armonia daquele fogo que se chama "amor".Parabéns. Cumprimentos.
Publicado por: Agostinho em fevereiro 28, 2005 01:12 AM
Fogo de Amor. Quantos vezes é preciso oxigena-lo, para que a sua chama perdure.
Um Abraço,
Publicado por: Fernando em fevereiro 28, 2005 12:21 AM
Flor vermelha, cada qual chama-lhe sua...
Flor de sangue
Vermelha
Nos escombros do jardim
Na cinza da vida inteira
És de veludo carmim
Trazes-me a luz ao jardim
Tão cor de cinza e poeira
Essa luz que és tu assim
Que acendes a vida em mim
Só por estares à minha beira
Ah flor o que seria
De mim sem ti no jardim
Flor tão breve
Exaltada
Que nessa breve picada
Lembras que o tempo sem ti
Seria tempo de nada.
Um abraço, companheiro.
Publicado por: OrCa em fevereiro 27, 2005 11:41 PM
Assim fosse o Amor sem condições mas...as condições impostas por um Amor em chama que nunca se quer extinta são condições sem condição! Uma BOA semana! Beijos
Publicado por: M.P. em fevereiro 27, 2005 11:10 PM
Vejo uma qualquer purificação... deve ser do fogo... :)
Publicado por: sotavento em fevereiro 27, 2005 12:07 PM
Gostei muito do poema "amar-nos-íamos"... tocou bem fundo!!!
BOM fds e Beijo caloroso, BShell
Publicado por: blueshell em fevereiro 27, 2005 12:12 AM
O poema é belo mas a foto merece destaque. Linda, linda! Beijinhos
Publicado por: lique em fevereiro 26, 2005 10:29 PM
Fantástico trabalho!!!
Um abraço
Publicado por: MG em fevereiro 26, 2005 07:13 PM
Lindo Poema do Manuel Felipe como sempre .
Foto esta linda.
abraço
Publicado por: Lmatta em fevereiro 26, 2005 04:05 PM
Lindo poema de Manuel Filipe, mas a foto suplanta o mesmo. Está de artista. belo post:-)
Publicado por: flap em fevereiro 26, 2005 02:38 PM