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julho 23, 2005
cantiga de amigo
Nem um poema nem um verso nem um canto
tudo raso de ausência tudo liso de espanto
e nem Camões Virgílio Shelley Dante
- o meu amigo está longe
e a distância é bastante.
Nem um som nem um grito nem um ai
tudo calado todos sem mãe nem pai
Ah não Camões Virgílio Shelley Dante!
- o meu amigo está longe
e a tristeza é bastante.
Nada a nao ser este silêncio tenso
que faz do amor sozinho o amor imenso.
Calai Camões Virgílio Shelley Dante:
o meu amigo está longe
e a saudade é bastante!
Poema de José Carlos Ary dos Santos
Publicado por ognid às julho 23, 2005 04:05 PM
Comentários
Liiiindo, este poema de Ary.
Um abraço
Publicado por: Cecília em julho 25, 2005 01:45 AM
Ognid o enquadramento está perfeito. Os versos do Ary estão bem enquadrados na ilustração escolhida.
Com um abraço do Raul
Publicado por: congeminações em julho 24, 2005 11:25 PM
Passo para te desejar um óptimo Domingo e para te agradecer o incentivo dado ao Zé Gomes. Um Bjo
Publicado por: amita em julho 24, 2005 12:57 PM
Ognid...
tantas vezes consigo nos temos cruzado. Mas só hoje viemos. E adorámos.
A foto, linda de morrer.
E o meu amigo Ary... (quantas recordações, quantas saudades)
Bem haja, Ognid.
Publicado por: Afrodite em julho 24, 2005 01:47 AM
O poema é lindo, como não poderia deixar de ser.
Sobre a foto tenho a dizer-te que é das mais belas que te conheço. Parque dos Poetas, mais uma vez... sublime! devo dizer que já estive sentada naquele banco 1001 vezes!... Nunca me pareceu tão solitário como hoje.
Parabéns ognid...
Beijo,
Miriam
Publicado por: Litostive em julho 24, 2005 01:18 AM
"Fecham-se os dedos donde corre a esperança,
Toldam-se os olhos donde corre a vida.
Porquê esperar, porquê, se não se alcança
Mais do que a angústia que nos é devida?
Antes aproveitar a nossa herança
De intenções e palavras proibidas.
Antes rirmos do anjo, cuja lança
Nos expulsa da terra prometida.
Antes sofrer a raiva e o sarcasmo,
Antes o olhar que peca, a mão que rouba,
O gesto que estrangula, a voz que grita.
Antes viver do que morrer no pasmo
Do nada que nos surge e nos devora,
Do monstro que inventámos e nos fita."
Poema de José Carlos Ary dos Santos,
este Poeta que tão bem cantou a alma Portuguesa e que aqui te deixo com um abraço...
Bom fim de semana :)
Publicado por: Menina_marota em julho 23, 2005 11:08 PM
um dos melhores poemas de amor alguma vez escritos, tinha de ser Ary.Na foto a ausência no vazio do banco, mas presença na luz, tão presente que ocupa não só o banco mas tudo. Optima foto fotografo. Tá pronto... já ouço aqui os foguetes.
Publicado por: encandescente em julho 23, 2005 10:30 PM
Já sabes que quando se toca aqui neste poeta, o Zecatelhado...
Um abração do
Zecatelhado
Publicado por: zecatelhado em julho 23, 2005 07:54 PM
Rubro poema como rubra fotografia em ondeantes trilhos. É um prazer passar por cá. Bos e bom fim-de-semana
Publicado por: amita em julho 23, 2005 07:31 PM
eu canto sempre este poema. Tem piada que aind a ontem à noite, durante o jantar num hotel local eu cantei estes versos, não sem antes procurar explicar aos esteangeiros alguns pontos do seu contéudo e do seu autor...
Publicado por: valeria em julho 23, 2005 06:21 PM
Pedido de Ajuda no meu Blog! Trata-se do "Chuviscos"... Por favor vão lá ver!
Publicado por: M.P. em julho 23, 2005 06:05 PM
Forte poema de Ary dos Santos e genial foto a condizer com o poema. beijos
Publicado por: wind em julho 23, 2005 05:07 PM