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julho 29, 2005
vai pelo cais fora um bulício de chegada próxima
(...)
Vim aqui para não esperar ninguém,
Para ver os outros esperar,
Para ser os outros todos a esperar,
Para ser a esperança de todos os outros.
Regresso à cidade como à liberdade.
(...)
Poema de Álvaro de Campos
Publicado por ognid às julho 29, 2005 10:17 PM
Comentários
...Ognid...venho-te desejar um bom mês de Agosto porque vou de férias e só regresso em Setembro...até lá...
Beijinhos.
P.S. E já agora...obrigada por teres colocado fotos de algumas @migas virtuais...foi interessante conhecê-las.
Publicado por: Estrela do Mar em agosto 1, 2005 12:26 AM
p.favor..... passa o + urgentemente possível pelo meu berlogue
(desculpa a pressa, voltarei mais tarde, com tempo, para te saborear. Como mereces)
Publicado por: titas em agosto 1, 2005 12:08 AM
Os amigos dançam todos para o mesmo lado em forma de espiral... Para se perceber tens que clickar no link http://babushka.blogs.sapo.pt/logos.html
Bom fim de semana
Publicado por: Friedrich em julho 31, 2005 07:23 PM
aprecio as tuas imagens há longo tempo, este poema é dos meus preferidos
www.voyeurthree.blogspot.com
um blog só para adultos
Publicado por: voyeurthree em julho 31, 2005 04:25 PM
Ao ler este poema recordei um outro que aqui te deixo...
"O deserto é um silêncio depois do mar,
É o êxtase da luz sobre o coração da areia.
Vai-se e volta-se e nada se esquece.
Tudo se oculta para depois se dar a ver
No ponto em que os ventos se cruzam
E as almas gritam no fundo dos poços.
Os cestos sobem e descem prometendo água,
Uma frescura que derrete a febre.
Não são as tâmaras que adoçam a boca,
É a beleza das mulheres dissimulando
O desejo como um pecado sob a escuridão dos véus.
As serpentes assobiam ou cantam
Conforme o veneno que lhes molda o sangue.
Enroscam-se sobre as pedras
como fragmentos de lua à espera da manhã.
E a sombra alonga-se nas dunas
Ondulando rente às palmeiras
Como a última cobra do medo das crianças.
Não há ruído maior que este silêncio
Que se serve com tâmaras e com chá
Na mesa rasteira, sobre a terra molhada.
É no que não se nomeia que está o infinito."
(Poema "O deserto inominável" de José Jorge Letria in Os Mares Interiores)
Bela a imagem dos barcos esperando a faina...
Um abraço ;)
Publicado por: Menina_marota em julho 31, 2005 09:32 AM
E eu espero que tu apareças envolto em espuma de onda perdida por aí.. Que é feito de ti? Hem?
Publicado por: LolaViola em julho 30, 2005 09:21 PM
Como sempre excelente trabalho fotográfico amigo Ognid ! E claro, o poema encaixa na perfeição :)
Grande Abraço !
Publicado por: Finurias / Toze em julho 30, 2005 03:23 PM
Os "sentidos" estão afinadíssimos mesmo quanto o tempo aconselha a "desacelerar".
Boas férias!
Um abração do
Zecatelhado
Publicado por: zecatelhado em julho 30, 2005 11:19 AM
Quando olho para mim não me percebo.
Tenho tanto a mania de sentir
Que me extravio às vezes ao sair
Das próprias sensações que eu recebo.
O ar que respiro, este licor que bebo,
Pertencem ao meu modo de existir,
E eu nunca sei como hei-de concluir
As sensações que a meu pesar concebo.
Nem nunca, propriamente reparei,
Se na verdade sinto o que sinto.
Eu serei tal qual pareço em mim?
Serei tal qual me julgo verdadeiramente?
Mesmo ante as sensações sou um pouco ateu,
Nem sei bem se sou eu quem em mim sente.
(Álvaro de Campos)
De um encanto profundo o teu artigo.Em sinal de partilha te mando o poema acima. Bjos
Publicado por: amita em julho 30, 2005 03:00 AM
keridos amigos
....arranjei coragem...
muita!!!
e
criei um blogue...
se kiserem visitar-me...
e
tiverem coragem para o fazer...
força, avancem!
beijux létinha.
ps.-chama-se "Sonhos Sonhados"
entra-se no labirinto
........com a frase mágica
http://birdfleur.blogspot.com/
Publicado por: létinha em julho 30, 2005 12:53 AM
Vim aqui na certeza de repousar o olhar na tua Arte de captar o mundo que te rodeia e aliá-la ao subtil da escolha da Poesia que sentes ao fazê-lo!:) Bom fim de semana! Beijo
Publicado por: M.P. em julho 29, 2005 11:38 PM
E os barcos alinhados...parados...à espera.
No Cais.
Sempre o Cais, ó Álvaro!
Linda foto que me enche de nostalgia, meu Irmão.
:)
Bjs
Publicado por: maker/eagle em julho 29, 2005 11:12 PM
Álvaro de Campos no seu melhor. Estás cada vez melhor na escolha de poemas:) A foto linda a condizer com o poema. Belo post! beijos
Publicado por: wind em julho 29, 2005 10:34 PM