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agosto 16, 2005
dias de raiva


Publicado por ognid às agosto 16, 2005 08:22 PM
Comentários
Bicho de coração duro, é o bicho-homem.
Sua mãe lhe mostra coisas belíssimas:
nascer e por de sóis incontáveis,
de incontável beleza;
nascentes de águas fresquinhas
... a vida, por fim, em toda a sua pujança!
E o bicho-homem não está nem aí...
Sua mãe então lhe manda mais que as pragas do Egito...
Até quando?
É, Ognid, retrataste mui bem as reprimendas da Mãe-Natureza...
... quando ao bicho-homem...
Publicado por: batista filho em agosto 18, 2005 01:56 AM
Deveras bem traduzida em imagens os "dias de raiva". Bonito post. Beijinhos.
Publicado por: Maria do Céu em agosto 17, 2005 09:10 PM
Traduziste, mais que as minhas palavras de raiva e revolta, nestas tuas imagens, todo o meu sentir!
Dor, raiva, revolta, impotência, por todo este flagelo...
Que este teu "grito" se una a muitos outros... Façamos "ouvir" a nossa voz silenciosa...de letras...
Um abraço solidário
Publicado por: Menina_marota em agosto 17, 2005 08:27 PM
O Mostrengo, sim...
Publicado por: seila em agosto 17, 2005 01:17 PM
"O mostrengo que está no fim do mar
Na noite de breu ergueu-se a voar;
À roda da nau voou três vezes,
Voou três vezes a chiar,
E disse: "Quem é que ousou entrar
Nas minhas cavernas que não desvendo,
Meus tectos negros do fim do mundo?"
E o homem do leme disse, tremendo:
"El-Rei D. João Segundo!"
"De quem são as velas onde me roço?
De quem as quilhas que vejo e ouço?"
Disse o mostrengo, e rodou três vezes,
Três vezes rodou imundo e grosso.
"Quem vem poder o que só eu posso,
Que moro onde nunca ninguém me visse
E escorro os medos do mar sem fundo?"
E o homem do leme tremeu, e disse:
"El-Rei D. João Segundo!"
Três vezes do leme as mãos ergueu,
Três vezes ao leme as reprendeu,
E disse no fim de tremer três vezes:
"Aqui ao leme sou mais do que eu:
Sou um povo que quer o mar que é teu;
E mais que o mostrengo, que me a alma teme
E roda nas trevas do fim do mundo,
Manda a vontade, que me ata ao leme,
De El-Rei D. João Segundo!"
Isto, no seu sentido figurado tem ainda a força que Pessoa lhe deu, meu Irmão, acredita.
E, se este post tem as cores de sangue, nem isso me faz esquecer que o sangue é doce...
Bj.
Madalena
Publicado por: rain-maker em agosto 17, 2005 12:25 PM
Queima-nos a alma este mar de fogo. Pobre o país dos marinheiros, para mais sem árvores, velhos madeiros, de que se fazem - ao menos - os sonhos de alvoradas.
Um mar de fogo, quebrando-se contra os nossos peitos quietos e adormecidos, sem marés quase e sem luar.
Um mar de fogo e a terra a amortalhar-se em cinzas, pela incúria de néscios e de inconscientes hipócritas e de vendilhões de tudo.
E há só lamentos. Quase não se ouvem gritos!
Pelo menos, choremos, junto à terra! Talvez se ouça, ainda, o seu coração bater...
Um abraço, meu caro.
Publicado por: OrCa em agosto 17, 2005 12:43 AM
Natureza em revolta! Seria bomse se acabassem os cataclismos que os humanos em louca auto-destruição cegamente provocam! :/**
Publicado por: M.P. em agosto 16, 2005 09:30 PM
Extraordinário trabalho que fizeste. Transmite mesmo a raiva, a fúria, o vermelho e estranho: vejo na foto de cima figuras monstrengas. Bom post:) beijos
Publicado por: wind em agosto 16, 2005 08:35 PM
expressaste mtº bem a "zanga" k nos corre nas veias e bate no coração com este fogo k devora o país e as gentes. Bjs e;)
Publicado por: TMara em agosto 16, 2005 08:34 PM