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agosto 19, 2005

silêncio

o silêncio
um pouco de nada no dia que passa
uma aragem gelada no calor da tarde
um frio suor nas noites de insónia.
nada existe
para lá da certeza exacta da distância
que em nós interiormente se afirma
no amargo sopro do desencanto.
nem a espera
a vida não tem margem que a pare
e as horas arrastam-se e correm
num mesmo tempo simultâneo.

só a esperança
que entra pelas frestas do desejo
de viver.

Poema da Lique

Publicado por ognid às agosto 19, 2005 09:55 PM

Comentários

"...a vida não tem margem que a pare..."

Há sempre uma janela, mesmo que de vidros estilhaçados, que nos conduz há esperança...

Um abraço terno ;)

Publicado por: Menina_marota em agosto 21, 2005 11:23 AM

Vcs juntos, ficam lindos!
Mas, segundo nota da Seilá, o menino comemora hoje o engrandecimento, né?
Então, homem dos 3 olhos, desejo-te um dia magnífico, em celebração da vida!
Um abraço apertado com tudo de bom!
.
(Fui incapaz de te deixar beijos no post acima.)

Publicado por: mjm em agosto 21, 2005 01:41 AM

Se se pode retratar o abandono e o desencanto, certamente essa imagem de Ognid o faz magistralmente. Quanto ao belo poema de Lique, que se encaixa direitinho com a imagem, já comentei no blog da autora. # Um abraço fraterno.

Publicado por: batista filho em agosto 20, 2005 02:27 AM

Uma foto magnífica. Aqui mais destacada que no blog da Lique. Talver por isso à sensação de frio que tive da primeira vez que vi Poema/foto, vem-me além a de abandono. A casa abandonada.

Sim, Lique, a Esperança entra pelo desejo de Viver!

:) Bjs aos dois.

Publicado por: rain-maker em agosto 20, 2005 12:37 AM

É no silêncio que ouço em grito alguns pensamentos em outros e em mim. **

Publicado por: M.P. em agosto 19, 2005 11:10 PM

Poema da Lique muito forte, de silêncio "pesado", mas com a leve esperança da janela da foto, mesmo com os vidros partidos. Beijos para os dois

Publicado por: wind em agosto 19, 2005 10:03 PM

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