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setembro 01, 2005

ressurreição dos mortos

barco de fantasmas reais

Abre-se a custo o ouriço
Da memória.
Dos meus companheiros de viagem
Nunca mais soube novas.
Alguns emigraram
E nunca lhes perdoei
O terem-me deixado clandestino
No fronteira interior do medo
Com os bolsos cheios de contrabando.
Outros há ainda derramados
No subterrâneo das palavras,
Sem falar dos que se envernizaram
Com o puro suor das abelhas.

Eu que não fiquei nem parti
Emigrei ao contrário
Num barco de fantasmas reais.

(...)

Cristóvão Aguiar in Vértice, nº 330, Julho 1971


Publicado por ognid às setembro 1, 2005 07:36 PM

Comentários

ODIEI SEW SITE, EH MUITWO BREGA E/OU CAFONA.
BEIJOS FOFOS DE PITTY MARTINS.(BRINCADEIRA ADOREI, ADORO TERROR, UEHUEHEU).

Publicado por: Priscylla Martins em maio 1, 2006 08:27 PM

Gostei imenso do poema, mas confesso que não conhecia o autor!

Tb não conhecia o blog, está muito bem conseguido!

Publicado por: GNM em setembro 5, 2005 11:35 AM

... prisioneiro de mim mesmo/
à espera de uma chuva sem data marcada/
que venha lavar as grades pintadas no meu ser

Publicado por: batista filho em setembro 4, 2005 10:52 PM

conheço bem esse sentimento aqui expresso.Bom f.s

Publicado por: TMara em setembro 3, 2005 12:45 PM

É sempre com gosto redobrado que visito este sítio apesar de nem sempre deixar o comentário.

Bom fim de semana

Publicado por: lumife em setembro 2, 2005 05:21 PM

Fantasmas reais esses que fazem da embarcação da vida um pesadelo sem solução. Grande crítica àqueles que assombram a vida de outrém e que deveria estar a arder nas profundezas do Inferno! Beijo

Publicado por: M.P. em setembro 1, 2005 09:06 PM

Não sei olhar essa torre sem gostar deela seja de que ângulo for. hoje sou mesmo suspeita.

a torre de vigia dos que partem...

Bjs, meu Irmão, Belo trabalho!

:)

Publicado por: rain-maker em setembro 1, 2005 08:43 PM

Poema clandestino e foto mesmo a condizer com a partida dos emigrantes. Belo post! beijos

Publicado por: wind em setembro 1, 2005 08:33 PM

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