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setembro 27, 2005
engrenagem
A engrenagem trincou pobre e pequeno insecto.
E a hora certa bateu, grande e exacta, em seguida.
Mas o toque daquele alto e imenso relógio
dependia daquela exígua e obscura vida?
Ou percebeu sequer, enquanto o som vibrava,
que ela ficava ali, calada mas partida?
Cecília Meireles
Publicado por ognid às setembro 27, 2005 05:26 PM
Comentários
Olá :) Voltei! casadinha de fresco e, espero eu, com mais tempo para a blogosfera. Saudades de vir aqui. Excelentes as fotos (como sempre) em perfeita combinação com os poemas que escolhes. Beijokas grandes, Betty
Publicado por: Betty em setembro 28, 2005 03:56 PM
bela ilustração. para a grande Cecília Meirelles. abraços
Publicado por: gato_escaldado em setembro 28, 2005 12:18 PM
insectos como nós. Bjs e ;)
Publicado por: TMara em setembro 28, 2005 11:40 AM
Nada me espanta neste blog. Nem que um pedaço de engrenagem enferrujado vire uma obra de arte...
PS. peço desculpa e agradeço em simultâneo por ter usado uma foto sua que encontrei perdida na Net no meu blog de Nadas mas, não resisti. Sou um tudo ou Nada a favor da estética.
Bom dia!
Publicado por: nadinhas em setembro 28, 2005 10:01 AM
as máquinas ganham beleza quando morrem. Porquê?
:)
Publicado por: pedra em setembro 27, 2005 11:05 PM
Esta engrenagem associo-a com a vida que nos engole cruelmente tantas vezes! **
Publicado por: M.P. em setembro 27, 2005 08:58 PM
Triste poema, mas belo. Excelente foto, simbiótica com o poema. beijos
Publicado por: wind em setembro 27, 2005 08:39 PM