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setembro 28, 2005

receita para fazer um herói

serve-se morto

Tome-se um homem,
Feito de nada, como nós,
E em tamanho natural.
Embebe-se-lhe a carne,
Lentamente,
Duma certeza aguda, irracional,
Intensa como o ódio ou como a fome.
Depois, perto do fim,
Agite-se um pendão
E toque-se um clarim.

Serve-se morto.

Reinaldo Ferreira

Publicado por ognid às setembro 28, 2005 06:32 PM

Comentários

Esta foto é de um memorial! A que se refere Ognid?? Aos que morreram pela patria??? Penso que (e isto é uma sugestão minha)deverias colocar uma legenda nas fotos, tipo: (foto tirada em tal sitio e em tal data)!! Bem... mas o blog é teu e fazes como entender!!!heheheh

Publicado por: Armando em setembro 29, 2005 02:19 PM

Bela fota lindo poema que escolhes-te
Bem como sempre .
Beijos

Publicado por: lmatta em setembro 29, 2005 12:53 PM

Sim, raiva, revolta...mas também das "maselas" que ficaram em quem voltou e as vive com os fantasmas de tempos idos...

Publicado por: um-beijo-salgado em setembro 29, 2005 04:18 AM

Daqueles que nos acompanham toda a vida, com uma carga insustentável de verdades. Verdades que o memorial confirma.

Boa fusão, amigo, como sempre.

Um abraço.

Publicado por: OrCa em setembro 28, 2005 11:41 PM

Tocam os clarins o "toque dos mortos". Uma lágrima sentidamente saudade rola e cai na terra ressequida de esquecimento! Foi há tanto tempo... E para quê afinal? Beijo

Publicado por: M.P. em setembro 28, 2005 10:00 PM

Ena! hoje não vou conseguir distanciação.

Nem dessa parede nem do poema, que tantas vezes disse, para arracarmos de carro a seguir antes dos chuis chegarem.

Boa, meu Irmão.
Agora vou-me embora de dentes cerrados de raiva. Ainda.

Publicado por: pedra em setembro 28, 2005 08:28 PM

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