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outubro 17, 2005
Soneto de Álvaro de Campos a seu heterónimo Pessoa
Quis eu ser o teu pai e fiquei filho
tomou a criatura ao criador
de amante fez amado um fraco amor
amassei eu o pão e me fiz milho
quero ser eu pirata e a mim me pilho
de luta me sumiu todo o furor
me embala minha tia por favor
fui balde quando almei o ser sarilho
não fui parar ao mar mas ao Martinho
e com Reis e Carneiro outros que tais
só dentro de ti próprio estou sozinho
vê lá Pessoa se refazes tudo
e me lanças de novo aos temporais
em vez do poço em que por mim te escudo.
Agostinho da Silva in "Do Agostinho em Torno do Pessoa"
Publicado por ognid às outubro 17, 2005 10:05 PM
Comentários
ai ai ai ai ai ai q poemas!!!!
Publicado por: em abril 24, 2008 04:14 PM
estas um gato nessa foto
Publicado por: andreia em janeiro 10, 2008 02:56 PM
Um dos meus poetas preferidos... Fernando Pessoa
Achei a imagem sensacional!
;)
Publicado por: Poesia Portuguesa em outubro 18, 2005 12:10 PM
Não perdia um unico programa com esse génio do pensamento.
Agostinho da Silva.
Um homem que não tinha BI e que não pagava impostos.
Alguém que soube ser nestes tempos verdadeiramente livre.
Tão livre como os seus pensamentos.
Publicado por: charlie em outubro 17, 2005 11:35 PM