« Encandescente | Entrada | a minha cidade »

novembro 02, 2005

à conversa

talking

...
Dolores da vida, em cada esquina
a nos espreitar
Dolores do mundo,
a cada segundo
o peito a sangrar
Dolores sofridas,
ao longo da vida
nos fazem chorar
Dolores que nascem
Dolores que morrem
Dolores mutantes
Dolores gestantes
Dolores do parto
Dolores que partem,
deixando ficar
junto com as marcas,
espinhos, Dolores
e um ramo de flores
jasmim, margarida
ou um simples miosótis
como a nos dizer:
"forget-me-not"

Nem tudo na vida são dores, Dolores
como na vida, nem tudo são flores...

Poema: Eliane Stoducto

Publicado por ognid às novembro 2, 2005 10:03 PM

Comentários

Um belo poema, um jogo de palavras. Um bjo e uma flor

Publicado por: amita em novembro 4, 2005 12:55 AM

Interessante... Mais interessante é que publiquei no meu blog, um dia antes, um poema que também fala de dor... porém com uma visão erótica... interessante...

Publicado por: Ricardo Senna Guimarães em novembro 3, 2005 03:57 PM

Olá! Concordo com a Pedra. Não teria ilustrado o LINDO Poema que publicaste hoje desta maneira. Contuod o que vale é a maneira como TU o sentiste! E de mais a mais a Arte da foto é do Artista que captou o monmento!Aquela a que ele nos habituou! :)Beijo

Publicado por: M.P. em novembro 3, 2005 12:43 PM

Bela foto.

Belo, belísssimo poema!

Devo estar obtusada hoje, mas a relação entre os dois ultrapassa-me. :)

Mas que importa se a arte é arte e se une bem?

Bjs . :)

Publicado por: Pedra em novembro 2, 2005 11:42 PM

Comente




Recordar-me?

(pode usar HTML tags)