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novembro 07, 2005
nada muda
Caminho entre as palavras que escrevi
Trilhos que abri.
Descrita. Escrita. Palavras.
Nenhuma palavra é passado
Em nenhuma leio futuro
Escrevi sempre presente
Temporalmente em mim.
Não plantei um jardim de palavras
Abri fendas, crateras.
Sempre que a dor foi tão funda
A raiva tão violenta
A desilusão, erro óbvio
Pedra, rocha me tornei.
Olho-me do alto de precipícios
Do fim de caminhos
E olhando para trás olho em frente
Abro as mãos em desalento
Tanto caminho percorrido
E nada muda afinal.
Publicado por ognid às novembro 7, 2005 07:40 PM
Comentários
"...Nenhuma palavra é passado
Em nenhuma leio futuro
Escrevi sempre presente
Temporalmente em mim."
Mas há sempre uma esperança, que um dia as nuvens negras, mudem de lugar...
Um abraço aos dois ;)
(já pedi o livro ;)
Publicado por: Menina_marota em novembro 8, 2005 04:03 PM