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dezembro 17, 2005
torres de vidro
Estamos sós
numa cidade de aventuras
cercados por torres que nos estranham
por trás de muros feitos de tantos medos
que espantamos a golpes de solidão
empunhando frágeis estandartes
com lanças de ferir moinhos
(eles que já só moem caminhos...)
e cavalgamos Rocinantes de misérias
por sonhos tíbios de inconstantes Dulcineias
em desesperos de nos julgarmos amantes
belos e irreais
como nas sombras chinesas
E assim vamos de um sonho a outro sonho
por mil quimeras de vertigens mal sentidas
umas vãs que nos são perto
longe são-nos outras loucas
e outras tantas tão perdidas
que somos sombras de nós mesmos
a percorrê-las feridos
Nem há outro perto nem há o longe
tenteando em cada pedra um novo dia
saberemos de nós a cada passo dado
a distância percorrida.
Jorge Castro (já compraram o livro?)
Publicado por ognid às dezembro 17, 2005 07:50 PM