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dezembro 28, 2005

De novo a rua...

fonte luminosa

De novo a rua...
Desperta livre, em mim, sangue vadio,
corro vielas, respiro o rio,
falta-me a noite,
vivo a Lua!
É preciso esquecer, por mais que custe,
Rebentar de esquecimento!
Tragar a taça do veneno num momento,
sacudir o desengano e o embuste!

Esgotemos então o fel da amargura
e deixemos morrer a primavera...
Para quê ficar a vida à espera,
se o sonho está morto e não perdura...

E, por isso, bebamos companheiros!
Ao funeral dos ideais com que vivemos,
aos grandes projectos que perdemos,
aos miseráveis, aos amigos verdadeiros!

Manuel Filipe

Publicado por ognid às dezembro 28, 2005 07:26 PM

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