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fevereiro 01, 2006
poesia #18
O homem em eclipse
Ora foi que certo dia
o homem eclipsou-se
a data digam a data
a datazinha faz favor
qual data foi por decreto
que a gente se eclipsou
foi só manobra espertice
um dois três e pronto é noite
que nem a lua apareça
seja de que lado for
Uns seguraram-se logo
eram espertos bem se viu
outros cairam ao mar
com cabeça pernas e tudo
quanto a mim perdi a calma
fiquei desaparafusado
tradição cultura estilo
certeza amigos fatiota
tudo fora do seu sítio
um desaparafuso terrível
Segurem-me camaradas
sinto pernas a boiar
cheiro fantasmas enxofre
estou aqui mas posso voar
o parafuso da língua
vai partido vai saltar
agarrem-me! agarra!
pronto
pari o mais leve que o ar
Mário Cesariny
Publicado por ognid às fevereiro 1, 2006 02:30 PM
Comentários
Olá querido Amigo; enfim cheguei!!!
Tenho andado afastada, mas não esqueço...
Um beijo enorme da
Maria Mamede
Publicado por: Maria Mamede em dezembro 5, 2006 07:08 PM
Às vezes gosto de Mário Cesariny; Admirar, admiro, sempre...
É admirável a forma diferente como nos mostra o todo conhecido!
Um abraço
Maria Mamede
Publicado por: Maria Mamede em fevereiro 2, 2006 04:00 PM