« aforismos, desaforismos, lugares comuns e outras histórias #32 | Entrada | #32 »
fevereiro 22, 2006
poesia #26
Lápide
Quando eu morrer e tu ficares sozinha,
longe do bafo quente do meu corpo,
tu, a quem eu amei, sei lá por vingança
de Deus,
nessa hora,
olha serenamente a nossa história inútil
e chora...
Rega de pura mágoa a flor do «nunca mais»
(sequer ao menos a flor do «nunca mais»)
e depois morde o chão seivado e semeado
do místico perfume do meu sexo
sepultado...
Miguel Torga - Lápide
Publicado por ognid às fevereiro 22, 2006 03:21 PM
Comentários
O "meu" Poeta preferido... não me canso de o ler... nunca!!
Beijo
Publicado por: Menina_marota em fevereiro 23, 2006 02:09 PM