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abril 30, 2006

aforismos, desaforismos, lugares comuns e outras histórias #56

A morte do artista

A mulher descalça estendeu na relva uma toalha líquida e sentou-se, à margem. Nas mãos claras, uma garrafa guardava já a mensagem pungente, desenlace escrito em papel mortalha. Um passarinho esmaecia a tarde num gorjeio roxo. Foi quando o trapezista amarrou a corda ao céu e, sob um rufo baço de tambores, deu início à cerimónia.

Augusto Baptista in "O caçador de luas"

Publicado por ognid às abril 30, 2006 11:09 AM

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