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maio 20, 2006

Sem titulo

No murmúrio apagado
desta noite,
no balançar cansado
de serões preenchidos,
acompanhados,
invoco o estado puro de solidão.
E desejo a sala vazia,
o quarto silencioso,
o acenar mudo
de fantasmas inventados...
Porque é no respirar só
que as palavras se levantam;
Porque é no adormecer só
que os sonhos fluem;
E porque amar
é amar só.

Filipa Leal


Nota: Poema que me foi passado pelo Manuel Filipe que, é com o gosto que o anuncio, vai recomeçar o blog.

Publicado por ognid às maio 20, 2006 10:49 AM

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