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agosto 07, 2006
Sem titulo
depois do amor sempre se tem de partir
tornar segredo a demora do corpo (mentira
vertigem cigarro manhã) "Pai Nosso que
estais no céu santificada seja: a paixão".
são quatro os pontos cardeais do corpo a
retina e o peito o ombro e essa outra força
com que trazemos o impossível sempre
ao alcance da mão (fica assim combinado:
nasces tu primeiro só depois a tentação)
no diálogo das brisas há o silêncio e escuta:
eu sei do abrigo. a voz[] a pele[] o olhar[]
podes beber (x) deste vinho como quem
sabe vai sentir depois de um longo amor
sempre se tem de partir
João Luís Barreto Guimarães in "Rua 31 de Fevereiro", edições Limiar
Publicado por ognid às agosto 7, 2006 11:36 AM