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dezembro 31, 2004
Bom Ano de 2005



A todos os que por aqui passam desejo um excelente ano de 2005
Oração das 03:20 AM | | Comentários (12)
dezembro 29, 2004
Saídas

Do Biquinha:
{ ...
em volta de uma porta #1
[1.1]
lugar por onde se entra e sai;
fechada em segredo e cumplicidade;
meio de entrar, acesso;
achado em boa protecção, refugio;
meio de sair, liberdade;
acesso negado, prisão;
porta com, contígua;
bater com a porta, recusar-se;
por portas e travessas
© pipetobacco
[1.2]
umas para abrir (de par em par) e te abraçar
outras para fechar e te espreitar
portas que (nos) separam ou (nos) aparam
portas que ao abrir e fechar acabam por se cruzar
© biquinha
Da Seilá:
já por aqui andei pasmada...atarantada!!!
portais escancarados
quais mãos esperando
dádiva
um mar de mundo
um céu de cores iluminado
o infinito na palma das mãos
um passo apenas
um desvio da gente
estamos no para lá de nós
no infinito
apenas um portão aberto...
o coração da gente
Oração das 09:30 PM | | Comentários (17)
Em Linha Recta
Porque a quantidade de fotografias que cada um de nós faz é bastante grande. Porque publicar mesmo apenas aquelas que cada um considera "as mais importantes" só no Catedral tornaria o blog cansativo. Porque, apesar disso, desejamos publicar essas fotos, decidimos criar um novo blog. Nesse blog - Em Linha Recta - a Lmatta irá publicar os seus trabalhos, ficando eu aqui no Catedral. Esta decisão representa apenas o reconhecimento da necessidade que cada um tem de possuir um espaço próprio para poder desenvolver as suas linhas de trabalho.
Portanto a partir desta data visitem também o Em Linha Recta que não se irão arrepender de certeza.
Oração das 02:12 AM | | Comentários (13)
dezembro 28, 2004
Saudades de ti

Oração das 06:18 AM | | Comentários (17)
dezembro 27, 2004
Reflexos - VIII


Oração das 01:01 AM | | Comentários (21)
dezembro 24, 2004
Feliz Natal

A todos os amigos que nos honram com as suas visitas desejamos um Feliz Natal
Oração das 01:18 PM | | Comentários (24)
dezembro 23, 2004
Estrela Doida





Este post é dedicado por inteiro à Olho-de-Mocho do Estrela Doida com muito carinho, respeito e amizade. Obrigado Madalena pelo muito que nos deste ao longo deste tempo. Aqui ficam mais algumas luzes de palco :)
Oração das 01:55 AM | | Comentários (13)
dezembro 20, 2004
Torre Vasco da Gama - I


Da M.P.
Barras de aço
raspam céus em revolta
arranham infinitamente
o Infinito
que se desfaz
em negro
de convulsão angustiada
pelo arranhar
de barras de aço
cruéis, frias,
unidas em força de ferir
o azul que se fez negro
em fúria,
em choro de núvens
pesadas
chumbo.
Barras de aço
raspam céus em revolta
infinitamente infinitos.
Em revolta os céus
infinitamente céus
arranham barras de aço
que o Infinito
aniquila.
Infinito negro
aniquilador
de barras cruéis
que dilaceram céus
que já foram azuis.
Do OrCa:
Torres de aço em desafio
Ao céu coalhado de nuvens
Quais mãos que ao céu se alevantam
De horizontes se confundem
Ancoradas junto ao rio
Torres da carne dos homens
Que se erguem no espaço
De inventar voos enormes
Mas que do chão nunca passam
Torres que somos
Seremos
Presas à margem do rio
Vontade de ser navio
Sem aprender a ser homens...
Oração das 05:55 PM | | Comentários (27)
dezembro 19, 2004
CRAMOL - 25 anos




Oração das 02:33 AM | | Comentários (15)
dezembro 17, 2004
Caminheira


Antes de colocar aqui os poemas, belos, que nos deixaram, quero confessar que estas fotografias foram das que, na minha vida, senti maiores dificuldades em fazer. Só tirei três fotos. A partir daí não consegui tirar mais. Não por qualquer motivo exterior a mim próprio. A senhora andava com extrema dificuldade, muito lentamente, e eu estava à distância no separador central da avenida. À vontade portanto. Mas porque senti que estava a invadir agressivamente o espaço da senhora e a violar a sua vida, a sua privacidade e até a sua dignidade. Que suponho ser o pouco que lhe resta. Foi doloroso. E tive de parar. Aqui, ao preparar as fotos, assaltaram-me as dúvidas sobre se deveria editar ou não. Publiquei. Mas as dúvidas mantém-se.
Da Maria Branco:
Adoro esse mapa que se vem gravando no teu corpo,
Essa textura de uma vida que soubeste partilhar,
Esse testemunho de que viveste para o tempo,
De um tempo que por ti passou e marcou,
No qual foste espectadora e intérprete.
Quisera reduzir-me ao ínfimo ser
Para poder percorrer os montes e vales no teu rosto
E ouvir os ecos das histórias que viveste.
Quero aprender contigo o saber que és...
Da Seilá:
mulheres dessa ...das cidades
sós
mulheres geradoras
tantas
desfilam como fantasmas
nós
mulheres que nos retratam
sós
onde andamos
nós?!
Da Lique:
Na calçada da solidão
Não há bengala que ajude
Rugas são sulcos de dor
A vida fria nos dedos
Os olhos no pó do chão
Do OrCa:
Há uma ruga na face que prescruta
As cordas tensas da tua mão que mal sustentas
Dás um passo e depois outro
Lentamente
E o tempo pára em ti por um momento...
E na rua em que passas
Fica o vento
E tu passas lentamente contra o tempo
Nesse ai que mal se ouve
Esse lamento
Que nem sei já se é de ti
Ou se é do vento.
Da M.P.:
Curvada ao peso de metafísico fardo,
Percorre as ruas do Tempo embandeirado de ostentosa decoração.
Curvada ai peso de metafísico fardo,
trilha as vielas da vida que não Viveu.
Curvada ao peso de metafísico fardo,
apoia-se penosamente na bengala de ombro escasso
onde, apesar de tudo, carpe a lágrima acre que ainda consegue deixar cair pelo rosto encarcaquilhado de sépia antiga.
Curvada ao peso de metafísico fardo,
anseia pelo fim que lhe trará,
em fim o alívio da metafísica dor.
Então sim, entenderá porque existiu.
Da LolaViola:
Esta caminheira já cumpriu o seu caminho. Sinto-me voyeur dos seus passos, aproximo-me e sigo-a na sua lenta caminhada. Adivinho o cheiro ao entrar na casa velha onde mora há muitos anos, a gatos, a bolor, a urina, a mofo. Adivinho que guarda num armário com caruncho um velho vestido de noiva completamente amarelecido. Adivinho uma fotografia única onde repousa um retrato de um homem que foi seu. Adivinho-lhe a solidão. Fecho a porta da dor alheia. Ela fecha os olhos. Chega ao destino.
Fim.
Oração das 02:35 AM | | Comentários (17)
dezembro 16, 2004
Neptuno na marginal


A Lique acha que os primeiros versos do Neva na Marginal dos Trovante se aplicam:
"O Norte entrou pela barra
já ninguém se espanta aqui
basta um abrigo, uma capa
ou um beijo.
O Norte avisa que o tempo
só se altera por três dias
e o vento que nos trespassa
não sabia. "
Do OrCa:
O rumor surdo do mar contra a muralha
Qual pulsar de coração contra a corrente
Desperta em nós outros ecos da batalha
Que se faz em cada dia mais urgente.
Oração das 12:17 AM | | Comentários (19)
dezembro 15, 2004
Pureza - revisited



Oração das 12:31 AM | | Comentários (11)
dezembro 13, 2004
Pureza


Do Zé Gomes recebemos o seguinte comentário que achamos necessário passar para aqui, para esclarecimento de quem nos visita:
"Não é meu costume vir deixar novo comentário, mas o assunto diz-me respeito. Parece que o pessoal está a ver a Sónia como uma doentinha... nada disso! Ela é uma lutadora mas os projectos que tinha em vista fizeram ruir o edifício que tinha arquitectado! A fotografia foi tirada após um acto corajoso quando viu a mãe sufocar com um pedaço de carne que tinha comido e depois de ter aplicado a manobra de... (não lembro o nome - aquela que se abraça o paciente e faz pressão a nível do estômago, até saltar o objecto que está a obstruir a entrada de ar). A seguir foi a descompressão, após uma crise de ansiedade. Desde que acabou o curso e regressou a casa e antes de entrar no mercado de trabalho resolveu tratar de vez do braço e do ombro (tendinite e bursite que duram há 3 anos e que se "esqueceu" deles em Inglaterra, "tratando-se" com comprimidos para a dor quando esta era mais insuportável). O clima do Porto, mais as mexidas dos médicos, dos radiologistas e afins, mais o facto de lhe proibirem mexer no computador enquanto não estiver a funcionar a 100% (era o vício número 1, trabalhava nele 25 horas por dia, em posições anatómicas mais que erradas - e agora queixa-se!!!), juntamente com as dores tornaram a Sónia mais frágil, mais depressiva. Ognid, vou-te mandar para aí, via mail, uma das fotografias tiradas na graduação em Inglaterra e só te vou pedir para a "postares" para o pessoal conhecer quem é realmente a Sónia. Daqui a dias ela dirá da sua justiça. Ahhh! Ela agradece a toda os amigos que teceram comentários as palavras bonitas e carinhosas. Um abraço para todos, en nome da Sónia. De mim, desculpa o espaço que ocupei, um até sempre e uma boa semana."
Só queremos dizer que percebemos e respeitamos a interpretação que o Zé Gomes está a dar aos comentários, embora discordemos dela e que, evidentemente, iremos publicar a foto que ele nos vai enviar. A ele enviamos um grande abraço e à Sónia um beijo amigo.
Do de[mente]:
{ ... falo de pureza: "[…] de que falo eu maravilhado [de pureza?] nesta nitidez e qualidade de puro [e surpreendido] ter sido eu [inocência?] elevado por tua castidade [de virtude?] e sinceridade [genuinidade] […] será ela [pureza] [a tua] [virgindade] de minha legitimidade [falar nela] pura certeza minha será por direito [reclamada] […]" © de[mente]
Do OrCa:
O que vêem os meus olhos
Quando ao céu os alevanto?
Porque ergo os braços brancos
E quase toco as estrelas?
Porque entristecem os olhos
Quando no chão os repouso?
Porquê o engano dos astros
Que em negro lago se pousam?
Ah, se os meus olhos vissem
Só os teus quando enfim voas...
Oração das 01:19 AM | | Comentários (18)
dezembro 11, 2004
L

Publicado originalmente no Web Club
Do OrCa:
Faz-se ao mar tanto veleiro
Tanta dor e destemor de procura e de anseio
Tanta distância de mar
Tanta luz de sol poente
E o vento que dá nas velas afinal sopra de um cais
Desta dor e destemor que nos leva ao alto mar
À procura de outro cais
Onde sopre um outro vento...
Oração das 04:47 PM | | Comentários (23)
dezembro 09, 2004
Tired

Flight
encounter
Hug
brother
serenity
smile
peace
Rest
Light
Infinite
Da Sara:
Missa in Albis
rasgam-se os véus do templo
e o invisível em sombra
se traduz
numa brecha no tempo
espreitam almas em silêncio
num alvoroço de luz
desgrenhadas silhuetas
inclinadas na usura
de um dia de juízo
a missa na madrugada
os corpos ocultos na bruma
havia casas e havia rostos
suspensos de um novo dia
mas foi apenas um instante
em que o nevoeiro
se fez mais denso
e o espaço fez-se tempo
e o tempo enegreceu
num passado que não se vê
mais ainda lá está
sempre estará e sempre esteve
esculpido em mágoa e breu
gravado em gritos de silêncio
porque os lugares que foram
guardam a prova material do medo
o pó da existência e os segredos
o hálito de quem os povoou
na bruma breve dos tempos...
Do OrCa
Há catedrais pintadas no silêncio de quem morre
Que nos ficam pairando no ar e sendo esteios
E estão em nós espirais dos nossos sonhos
Porventura na alma de quanto nos rodeia
E sabê-lo é a memória do que somos.
Do Espectro
A paisagem confundia aquela presença
Era como se vagueasse por avenidas
À minha frente estendidas ...
Na busca incessante de tal crença.
As côres, verdadeira amálgama de calmantes
Tornavam a paisagem mais surrealista
Jamais me deixando ser calculista
Na procura daquele que foi o antes.
Oração das 05:44 PM | | Comentários (23)
dezembro 07, 2004
Para a Seilá

Oração das 08:12 PM | | Comentários (13)
dezembro 06, 2004
Uma incursão moura ao Norte
Entrada longa e chata :( mas tinha que ser assim senão estariamos a ser injustos para com alguém. Pedimos a vossa paciência.
A viagem
As coisas já andavam a ser planeadas há algum tempo. Cuidadosamente claro, dados os perigos da missão. E esta consistia em deslocar ao Norte e infiltrar um pequeno grupo de mouros constituído pela Lique, a Wind e nós próprios, no intuito de melhor conhecer os hábitos daquela gente para, mais tarde, disso podermos tirar proveito. Com malícia, aproveitámos os ingénuos convites que nos tinham feito para irmos festejar os anos da Jacky e, também, para uma das Noites de Poesia que acontecem mensalmente em Vermoim, na Maia. E, matreiros, quisemos desde logo encontrar-nos também com uma tripeira de gema que sabíamos dura de roer e que tínhamos que, digamos, amaciar, para não nos vir a causar problemas.
Bem pensado, melhor executado. Sábado, dia 4, arrancámos de Lisboa em direcção a terras nortenhas. Viagem calma, sem história, se exceptuarmos o matraquear que vinha do banco traseiro do carro… conversas sobre blogs, pois claro.
Chegados ao Porto e, milagrosamente, sem nos perdermos arribámos ao centro da cidade e ao parque da Trindade onde estacionámos a viatura. Almoço rápido num típico restaurante tripeiro… de brasileiros :) o entrecosto estava bom e as costeletas também. Nada mau para começar.
A primeira escaramuça – no Majestic com a M.P.

Nos Aliados perguntamos a um transeunte onde fica o Majestic (já lá tínhamos estado mas a memória está claudicante…), lugar marcado para o primeiro encontro com a tal tripeira de gema. Indicações precisas e claras que nos levam direito à Brasileira… segunda tentativa, recheada de êxito - um simpático senhor vai connosco por ali acima até ao famoso café. Devíamos ter começado aqui a prever o que nos iria acontecer. Foi um aviso a que não ligámos. E pagámos por isso.
Parámos na rua, apinhada de atarefados consumidores natalícios, a admirar brevemente a beleza da entrada do Majestic, agradecemos ao senhor e de seguida entrámos para enfrentar o nosso primeiro desafio. Meio atordoados com a extraordinária beleza do espaço procuramos com o olhar; ao lado esquerdo uma senhora de branco a acenar de uma das mesas – estava encontrada a famosa M.P. que reconhecemos de imediato das fotografias que tínhamos trocado.
Segunda falha da nossa parte. Em vez de mantermos aquela pose distanciada que se impunha para o desempenho da nossa missão, deixámo-nos levar por sentimentos lamechas e, quais personagens de telenovela mexicana, ali nos abraçámos emocionadamente. Pior, embarcámos numa de tagarelice pegada que nos levou a falar de coisas que não devíamos, comprometedoras da missão e, sem o conseguirmos evitar, a sentir a nossa amizade por aquela tripeira disparar em flecha. Honra lhe seja, a única que soube manter a cabeça no lugar foi a Lmatta que, ciente do descalabro em que os outros tinham entrado, decididamente se remeteu a um completo silêncio que apenas quebrou com uns ruídos incompreensíveis de quando em quando. Ainda agora estamos para saber o que significavam…
No meio disto chegam mais alguns daqueles com quem tínhamos encontro combinado – o Zé Gomes e a sua família. Confusão de beijinhos para aqui e abraços para ali no meio de um Majestic apinhado, arrastar de cadeiras para albergar mais 3 convivas na minúscula mesa.
Trocam-se mais alguns dedos de conversa e rapidamente chega a hora de partir – nós os dois para a casa da Jacky e a Wind e a Lique para Vermoim. E aqui surge mais uma manobra do pessoal do Norte (agora que penso nisso é que reconheço que as coisas já deviam estar combinadas entre eles para nos tentar quebrar na nossa determinação) – o Zé Gomes insiste em ir no carro dele à nossa frente para nos guiar no caminho até casa da Jacky. Nunca devíamos ter aceitado mas, a carne é fraca e a certeza que nos íamos perder se não tivéssemos ajuda, muito forte e, lá cometemos mais um erro, aceitámos.
Na hora da despedida da M.P. nós (e aqui já com a Lmatta incluída depois de uma manobra da tripeira que envolveu um abraço e uma conversa a duas na porta do Majestic e que quebrou a heróica resistência que vinha a fazer), pobres patetas, estávamos (ainda mais) encantados com esta maravilhosa tripeira e já só pensávamos em quando voltaríamos ao Porto para desfrutarmos da companhia dela por mais tempo que aquele pedacinho que tivemos nesse memorável sábado. De tal modo nos enfeitiçou que daqui lhe mandamos um abraço muito apertado e o reiterar dessa saudade que sentimos já ao sair do café. Resumindo, na primeira escaramuça sofremos uma tremenda derrota. Não conseguimos saber nada do que queríamos.
Segunda escaramuça – aniversário da Jacky

Saímos do parque da Trindade com o Zé Gomes à frente direitos à casa da Jacky. Tínhamos um esquema que ela nos tinha enviado por e-mail com indicações para lá chegarmos. Poupamo-vos à descrição exaustiva de mais esta manobra para nos fazer recuar na nossa determinação… só podemos dizer que envolveu voltas e mais voltas por locais nunca dantes por nós passados, um conhecimento quase exaustivo do metro do Porto, n telefonemas para a Jacky e, finalmente, pela decisão dela, peremptória: fiquem aí onde estão que eu vou buscar-vos… que vergonha, a nossa. Humilhados no nosso orgulho sulista, elitista… perdão, orgulho, apenas.
Chegados a casa da aniversariante, tivemos mais uma confirmação que os nossos planos tinham sido descobertos. Por duas razões. Primeiro, não é que estavam lá pessoas do Norte que tinham já quebrado a nossa couraça anti-amizade aqui no jantar de Lisboa? A Manuela Vaz, a Maria PDV e o Alex! Isto só podia ser para nos enfraquecer ainda mais. Para além deles, outros blogueiros que não conhecíamos, também do Norte, evidentemente, e família e amigos da Jacky. Mais tarde e dos que conhecíamos de nome e de visita ao blogue ainda chegou o Pedro Gandra. Todos, suprema lata, a tratar-nos de um modo tão simpático que ficámos de imediato atrofiados… de tal modo que, e esta é a segunda razão, a Lmatta estando necessitada de fazer uma visita ao wc (não é o Web Club da Wind, não confundir), ficou fechada lá dentro, não conseguindo sair e sendo obrigada a fazer uma chamada para o meu telemóvel para pedir socorro. Pura vontade de nos fazer desistir. Se já estava atrofiado, depois… curiosamente na Lmatta o efeito foi contrário. Descontraiu (tenho que experimentar este método mais vezes) e ficou ali como se estivesse em casa. Ou seja, sucesso pleno da estratégia nortenha.
Que dizer mais? Apesar da Jacky andar numa roda viva, como seria de esperar com tanta gente em casa, confirmámos que ela é aquela simpatia que já tínhamos suspeitado no jantar de Lisboa e percebendo melhor no que escreve nos blogues e nos comentários, que tem uma família e uns amigos maravilhosos e que passámos umas horas bem agradáveis petiscando e na conversa principalmente com blogueiros – muita coisa diversa com a Manuela Vaz e a Maria PDV, e histórias do arco da velha (só podiam mesmo) do Alex :) atenção que este senhor tem entre mãos a responsabilidade de organizar novo encontro da blogoesfera em Coimbra. Não o larguem.
Mais uma vez saíamos derrotados e já começávamos a pensar se teríamos razões nos fundamentos para a nossa missão. À Jacky queremos dizer que nós é que ficámos extremamente sensibilizados com o convite e que gostámos de cada minuto que aí passámos (mesmo os que a Lmatta passou… onde referimos antes…). Daqui seguem dois beijos para ti e para o teu filho e mais para os teus familiares e amigos. Foram todos fantásticos. Os blogueiros que lá se encontraram, e foram vários, era tudo gente simpática, como seria de esperar aliás. Vêm como eles nos foram derrotando?
Noites de Poesia em Vermoim

Ainda a cena anterior se estava a passar, já outra se preparava. Então não é que a Manuela Vaz, depois da Jacky também o ter feito, se decide a ir à nossa frente no carro dela até Vermoim para não nos perdermos… pois foi. E a Lmatta foi com ela no carro, eu no nosso atrás, para fazer de navegadora com as indicações que a Jacky tinha escrito. Manuela aqui fica o nosso agradecimento à amizade e disponibilidade que nos dispensaste. Um abraço grande dos dois. Na próxima vez temos mesmo que ir com tempo para fazer uma expedição fotográfica. Aqui já a nossa missão estava praticamente esquecida e a vitória final do pessoal do Norte quase garantida.

Chegados a Vermoim, no concelho da Maia e depois das despedidas da Manuela Vaz, entrámos na Junta de Freguesia onde se realizava a Noite de Poesia. Anunciados como as pessoas de Lisboa que estavam “ligeiramente” atrasadas (coisa de hora e meia, nada de especial :( ) afundámo-nos o mais que pudemos nas cadeiras para ninguém dar por nós. Na mesa os elementos do Movimentum – Arte e Cultura – o Zé Gomes, a poetisa Maria Mamede e um terceiro elemento que, infelizmente, não recordamos o nome. Na primeira fila, do lado direito, a Lique, o Pantanero e a Wind, para além dos restantes participantes. Que eram muitos porque a casa estava cheia.
Foram ditos poemas de diversos autores, a música esteve a cargo dos Sons do Vento – Ivone (que linda voz) e Bruno e pelo Grupo Coral “Cantar Poesia”. Uma noite muito agradável e a consciência que é assim, com estas pequenas coisas, que se faz cultura. Sem intelectualidades elitistas. De todos para todos. Os nossos parabéns ao Movimentum pelo trabalho que ali realiza.
Acabada a sessão tivemos o privilégio de conhecer essa pessoa sincera e muito divertida que é o Pantanero – foi um enorme gosto conhecer-te.
Casa da poetisa Maria Mamede

E, de seguida, fomos todos para casa da Maria Mamede comer, beber e conviver. Muito e agradavelmente. Uma casa linda, típica daquela zona e bem quentinha naquela noite gelada. Não há muito que contar, basta dizer que a casa estava cheia com amizade e que as horas passaram sem darmos conta delas.
Tarde, bem tarde já, todos seguiram para os seus destinos. A Lique e a Wind para casa do Zé Gomes onde dormiram e nós ficámos na da Maria Mamede. Num quarto quentinho e com o cansaço que já pesava foi tiro e queda… acordámos apenas com o telemóvel (maldito zingarelho) a tocar já a manhã ia a meio. Enquanto esperávamos que o Zé Gomes viesse ter connosco estivemos em agradável conversa com a Maria Mamede que teve a amabilidade de nos mostrar a sua quintinha.
Como vêm, aqui já nos tínhamos passado para o outro lado. Ou seja a estratégia de simpatia e hospitalidade desta gente do Norte resultou a 100%. Temos muito que aprender, nesse aspecto pelo menos, com o pessoal do Norte. Hospitalidade. Amizade. Foram as palavras que ficaram a martelar na nossa cabeça.

À poetisa Maria Mamede, uma Senhora, fica o nosso profundo agradecimento por nos ter acolhido na sua casa, pelo carinho que teve connosco. Bem haja. Gostávamos de, um dia, poder retribuir de algum modo.
Ribeira, Paula Rego e ala para a moirama

O Zé Gomes chegou, com a Lique e a Wind, ainda fomos beber um café para ver se os olhos se abriam (discussão surrealista que havia no café se os dinossauros tinham existido ou não…) e vamos às despedidas que são horas de irmos para o Porto.
Zé Gomes daqui vai a expressão do prazer que tivemos em te conhecer bem como à tua família. Um abraço forte de agradecimento pela simpatia que tiveram connosco. Brevemente, temos que repetir a dose mas com mais calma e tempo.
O Zé ainda foi à nossa frente até entrarmos na via norte. E lá fomos direitos à Ribeira (mais turístico não podia ser mas a Wind ainda não conhecia) passear um pouco, tirar umas fotos e almoçar. Bem e não demasiado caro, tendo em conta o local.

Depois toca para Serralves para ver a exposição da Paula Rego. A Câmara do Porto devia rever as placas a indicar o caminho de Serralves. Só as encontrámos depois de voltas e mais voltas, de diversas indicações de transeuntes e já mesmo ao pé da fundação. É, sem dúvida, um ponto negativo.
A Paula Rego suscitou em nós sensações diversas e contraditórias. Choque, admiração, um pouco de tudo e com variações de um para outro. Mas houve unanimidade em considerar que a exposição é excepcional e, sem dúvida, a não perder.
De coração triste e com a saudade já a aparecer partimos em direcção à moirama. A nossa derrota tinha sido total – o Norte e os nossos amigos de lá instalaram-se aqui dentro, do lado esquerdo do peito e nós fomos totalmente derrotados. Felizmente!
Oração das 07:27 PM | | Comentários (37)
dezembro 03, 2004
Os amigos de Alex, perdão, da Wind

Tivemos assim a alegria de (re)ver em carne e osso amigos que já tinham estado connosco no célebre jantar de 18 de Setembro – a Lique, o OrCa e claro, a Wind herself – e de conhecer outros tantos. Referimo-nos à Lurdes, esposa do OrCa e uma simpatia de pessoa (que aguentou uma tremenda duma seca a ouvir, durante toda uma noite, conversas de blogueiros incorrigíveis), a nossa parceira Lia fotógrafa – que prazer imenso de te ter ali connosco – meio retirada destas lides blogueiras mas em plena forma e, last but not the least, a senhora de um sorriso lindo e de uma enorme simpatia, a Maria Branco – já era tempo ;).
Que dizer da janta… um problema para (não) chegar a horas porque a chuva era muita e o trânsito em Lisboa caótico. Que escolhemos, como disse o amigo OrCa, um prato bom para confraternizar, o fondue. Que a comida estava bastante boa e que a dolorosa já não foi tão agradável. Que depois do jantar fomos até ao Peter para apagar uma má imagem lá deixada pela Wind e pela Maria (no comments)… principalmente e isso é que importa que se conversou muito, se riu muito mais (como se vê... pela fotografia) e se reforçou uma amizade bem real. Que ficaram projectos interessantes no ar. E, acima de tudo, se festejou de um modo que nós sabemos que ela gostou muito, os anos da nossa muita querida amiga Wind.
Para o ano há mais :)
O OrCa retrata então deste modo o evento:
Da Wind em boa hora lembra-se alguém
"- Atão, não se comemora
O dia de aniversário cá do nosso benjamim?
Ora, vamos lá embora..."
E, assim, pela noite fora
Houve fusão de vontades em mão-cheia de amizades
E alguma rebaldaria
Monas rolaram na mesa
Risos em boa harmonia
E se as fotos documentam o tão leve despautério
De uma ou outra tropelia
Ou se a conta dos afectos provocou alguma azia
Certo é que o fondue era de uma vaca a sério
E o vinho do Alentejo foi-se até ao Ribatejo...
Depois, um Peter atónito
Muito à roda do gin tónico
Deu por finda esta função, o enlevo, a opereta
Correndo com toda a malta ao som de urgente sineta!
(E para o ano, já está:
Ao aniversário da Wind, também quer ir a SeiLá...)
Oração das 07:57 PM | | Comentários (30)
dezembro 02, 2004
PARABÉNS WIND!!!!!!!!!

Lmatta / Ognid
Oração das 12:36 AM | | Comentários (15)
