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maio 31, 2005

old friends

old friends

Old friends, old friends,
Sat on their parkbench like bookends
A newspaper blown through the grass
Falls on the round toes
of the high shoes of the old friends

Old friends, winter companions, the old men
Lost in their overcoats, waiting for the sunset
The sounds of the city sifting through trees
Settles like dust on the shoulders of the old friends

Can you imagine us years from today,
Sharing a parkbench quietly
How terribly strange to be seventy

Old friends, memory brushes the same years,
Silently sharing the same fears

Simon and Garfunkel

Oração das 11:13 AM | | Comentários (6)

maio 30, 2005

nocturno

 Vela branca é uma alma trêmula

Veleiro ao cais amarrado
em vago balouço, dorme?
Não dorme. Sonha, acordado,
que vai pelo mar enorme,
pelo mar ilimitado.


Se acaso me objetardes
que veleiro não é gente
e, assim, não sonha nem sente,
sem orgulhos nem alardes
eu direi: por que haveria
de falar-vos do homem triste
mas de olhar grave e profundo
que, à amargura acorrentado
sonha, no entanto, que vive
toda a beleza do mundo?


Melhor é dizer: Veleiro...
veleiro ao cais amarrado,
sob as límpidas estrelas.
Vela branca é uma alma trêmula,
sobretudo se cai sombra
do alto abismo constelado.
Veleiro, sim, que não dorme
mas na silente penumbra
sonha, ao balouço, acordado
que vai pelo mar enorme,
pelo mar ilimitado.

Tasso da Silveira

Oração das 10:33 AM | | Comentários (13)

maio 28, 2005

já não é hoje?/não é aquioje?


já não é hoje ?
não é aquioje?

já foi ontem?
será amanhã?

já quandonde foi?
quandonde será?

eu queria um jàzinho que fosse
aquijá
tuoje aquijá.

Alexandre O'Neill

Oração das 10:47 AM | | Comentários (10)

maio 26, 2005

haiku - 2

La vasta noche
no es ahora otra cosa
que una fragancia.

Jorge Luis Borges in Diecisiete haiku

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Do Fernando

Quando chegaste
o sol não nascera ainda.
Sonhei a manhã.

Da Menina Marota

Neste sábado
a chuva não apareceu
e o sol brilhou

Oração das 10:14 AM | | Comentários (9)

maio 24, 2005

haiku - 1

olhar

Amo o teu olhar.
Fala-me de horizonte
de céu e de mar...

Poema da Jacky

Oração das 09:59 PM | | Comentários (7)

Intervalo para publicidade

Um amigo publicou agora o seu primeiro livro e aproveito aqui o meu cantinho para recomendar a sua leitura. Visitem o blog e, claro, comprem o livro. Aqui fica um resumo:

Sinopse
Persuacção, s. f. forma particular de persuasão tendo uma determinada acção como fim último.

Embora esta palavra não apareça em nenhum dicionário, os gestores praticam-na. Ter consciência disso torna-nos a todos, elementos de organizações, menos vulneráveis às armadilhas de argumentação falaciosa. De que forma? Só lendo...

Autor: Paulo Proença de Moura
Editora: Edições Sílabo, Lda.
Preço de Venda ao Público: 16,90 €
Nº páginas: 200
Publicação: Maio de 2005
Blog do livro aqui

Oração das 09:51 AM | | Comentários (5)

maio 23, 2005

blogs na planície - VII

sara

Tive um prazer enorme em finalmente conhecer ao vivo e a cores aqui esta mecinha :) de quem muito gosto. Só tenho pena de não ter dado para conversarmos o muito que tinhamos na bagagem. Problemas destes encontros com maior número de convivas.

convivas

Este trio estava muito alinhadinho a ver e ouvir os cantares alentejanos.

Oração das 10:39 AM | | Comentários (8)

maio 22, 2005

blogs na planície - VI

pandora

Não resisti a editar esta fotografia porque estavas mesmo divertida :)

mouros?

Agora expliquem-me lá o que é que uma mulher do norte faz assim, como se fosse uma moura? Foi para passar despercebida em Beja? E o Fernando de cigarro na boca e com aquele olhar? humm :)

(continua amanhã)

Oração das 11:55 PM | | Comentários (9)

blogs na planície - V

expo

No bar "o Barrote" fez-se a inauguração da exposição "Bit-Afectos" (créditos para ti pela palavra) com fotos do Nikonman e aqui do "yours truly". Os textos que acompanhavam as fotografias (ou vice-versa) eram da deSaracomAmor, da Encandescente, do Fernando, do OrCa (fizeste lá falta amigo), do Yardbird, do Nikonman e do Charlie.

Oração das 11:33 PM | | Comentários (3)

blogs na planície - IV

mad

Este ar divertido da Mad teve a ver com a leitura de uma mensagem do Brasil e em que ela (que bem tentou escapar-se) tinha que ler rsrsrsrsrs...

mad-charlie

Outro momento alto! A entrega de um prémio ao Charlie (já não me lembro porquê, peço perdão) mas que motivou um bem humorado discurso deste célebre comentador.

Oração das 11:21 PM | | Comentários (4)

blogs na planície - III

nikonman

Ora o Nikonman não cantou apesar de aqui parecer que o fez mas, sem dúvida, encantou.

cantares cabeça gorda

E este grupo dos cantes de Cabeça Gorda colocou lágrimas nos olhos de algumas convivas e deixou-nos a todos maravilhados com a beleza dos seus cantares. Grande e boa surpresa!

Oração das 11:09 PM | | Comentários (1)

blogs na planície - II

grupo
Perdoem se é um bocado repetida mas esta é a minha foto do grupo e lá estão os dois culpados do encontro - a Mad e o Nikonman. Aliás, verdade seja dita, um belo ramalhete que aqui se reuniu.

Oração das 10:56 PM | | Comentários (2)

perdoem este intervalo mas... bibó benficaaaaaa!!!!!

campeões

BEEEEEEENFIIIIIIIICAAAAAAAAA GLORIOOOOSOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOOO !!!!!!!!!!!!

Oração das 09:38 PM | | Comentários (6)

blogs na planície - I

Para já apenas esta foto que roubei a um dos nossos anfitriões, o Nikonman para dar uma ideia de quem lá esteve. Lá mais para a noite conto editar algumas fotos e mais umas palavras sobre o encontro. Mas quero desde já agradecer aos nossos anfitriões, a Mad e o João pelo excelente convívio que nos proporcionaram e pela (já famosa) simpatia com que nos receberam.

Oração das 04:24 PM | | Comentários (3)

maio 21, 2005

blogs na planície (reloaded)

Hoje, Beja torna-se a capital da blogoesfera com a realização do encontro "Blogs na Planicie" organizado pela Mad e pelo Nikonman. É por lá que vou estar. Depois conto como foi.

Oração das 12:13 AM

maio 19, 2005

ilhas

deve haver ilhas...

(...)
Deve haver ilhas lá para o sul das cousas
Onde sofrer seja uma cousa mais suave.
Onde viver custe menos ao pensamento,
E onde a gente possa fechar os olhos e adormecer ao sol
E acordar sem ter que pensar em responsabilidades sociais
Nem no dia do mês ou da semana que é hoje.
(...)

Poema de Álvaro de Campos
(Fernando Pessoa)

Oração das 08:32 PM | | Comentários (11)

maio 18, 2005

o amor é liberdade

não gosto de gente homofóbica


Não gosto de gente homofóbica.
Irrita-me a presunção
De quem quer impor o que acha certo ou errado
A um corpo que não o seu.
De quem pensa que honestidade,
Ética e verticalidade
Está na sexualidade
E define como pessoa.
Não é gente séria
Quem o outro condena só porque ama
De uma forma que acha estranha e diferente.
Quem acha que é doença
Quando o amor é diferença
E não conforme aquilo que pensa.
Em vez de dizerem tanto disparate
E de pregarem uma moralidade
Que me cheira sempre a sacristia
Deviam de boca calada
Dar uma queca bem dada
Porque, disparate tem limite
E amor é liberdade.

Poema da Encandescente


Fotos: Stephane Bourson
Composição fotográfica: cá da casa

Oração das 08:16 PM | | Comentários (9)

maio 17, 2005

liberdade

puro espaço e lúcida unidade

Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.

Sophia de Mello Breyner Andresen

Oração das 08:23 PM | | Comentários (9)

maio 16, 2005

variações sobre um banco de jardim

banco 4

banco 3

banco 2

banco 1

Oração das 11:29 PM | | Comentários (9)

maio 15, 2005

plumas

plumas

plumas

plumas - 2005

Oração das 11:45 PM | | Comentários (4)

maio 14, 2005

aniversário

grades

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,
Eu era feliz e ninguém estava morto.
Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há
séculos,
E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião
qualquer.
(...)

Álvaro de Campos, 15/10/1929

Fernando Pessoa
(Poesia de Álvaro de Campos)

Oração das 06:43 PM | | Comentários (5)

merecida

a distinção que a Encandescente do Erotismo na Cidade recebeu do Bits & Bytes em conjunto com outros blogs. Finalmente a qualidade da poesia da Encandescente começa a ser reconhecida como merece.


blogues-1.jpg

Oração das 10:28 AM | | Comentários (3)

maio 13, 2005

sentir

arvore

"O peso de sentir! O peso de ter que sentir!"

Bernardo Soares - O Livro do Desassossego

Oração das 10:38 AM | | Comentários (11)

maio 11, 2005

sem titulo

fuga-1.jpg


"... E de novo acredito que nada do que é importante se perde verdadeiramente. Apenas nos iludimos, julgando ser donos das coisas, dos instantes e dos outros. Comigo caminham todos os mortos que amei, todos os amigos que se afastaram, todos os dias felizes que se apagaram. Não perdi nada, apenas a ilusão de que tudo podia ser meu para sempre."

Miguel Sousa Tavares no funeral da mãe, Sophia de Mello Breyner Andresen

Oração das 10:43 PM | | Comentários (9)

maio 10, 2005

palhacita

palhacita

Corria, saltava...adormecia sob a lua. Encharcava solas de lama e radiava de cor na luz da pista entre gente...olhos...risos...Tantas pessoas!
Sentada entre os joelhos dele adormecia.
- Todos ficam velhos? n'é, vô?!
queria saber porquê...que o evidente de ser velho, depois de ser ela, ela sabia, mas e...?
- ...todos, vô?!
demorava no todos com um agudo e a voz quase sumia em grave, naquele "vô" interrogado.
Tudo era pouco - então... se...depois...
O avô sorria, ele sim todo, nas respostas.
Hoje aquela pergunta não tinha resposta. Ela era tão interrogada que virava afirmação da neta. O avô sorria um sorriso pendurado. Parecia quando se despedia do fim, mesmo do final do último número do circo - um sorriso pendurado do sono ou do amor aguardando.
Tentou uma resposta e saiu-lhe uma sinceridade.
- O avô não sabe! -
sentiu o sorriso cair para de dentro dele. Via isso nos olhos da neta.
Ela encostava a bola oca no nariz esborrachando, desalinhava os caracóis com a outra mão até ficar cabeleira de entrar em pista tal sua mãe fazia em seu cabelo depois de borrar pintura em olhos e traçar boca de longa, grande, vermelho.
O avô catucava na pergunta e sabia que não tinha A resposta.
Palhacita esfregava na manga de seu casaco os caracóis.
Lambuzava-lhe a mão grande numa quentura de lágrima. Uma longa lágrima. E outra. Mais uma. Parecia chuva em noite de estio.
Parecia que nem choro que borrava a tinta que a mãe lhe colocava.
Ele, avô, bem via que ela chorava sempre antes de fazer meninos chorar de a rir. Ele nem sabia, de por a ver chorar, a resposta à pergunta que ela fazia.
Ele agora debaixo do chorar ouvia:
- Avô, conta, diz-me.
E apertava o braço dele... rijo que nem trave na tenda grande.
-...as Palhacitas também envelhecem?...
Ele traduziu de pensar, para poder responder: "-...há Palhacitas velhas, avô?"

palhacita


Sorriu e foi deslizando resposta com a mão nos caracóis e gaita nos beiços numa polca que a Palhacita salteava de alegre a cara toda já quase nada embaciada.
- Palhacita, dizia ele tocando, dança, canta, brinca, ri e faz rir... Grande a gente precisa tanto de ter nossa Palhacita...novinha aqui dentro e apontava tocando os pelos grandes embranquecidos do seu peito.
Ela dançava e ria... ria... ria.... E ria de gargalhar...

Conto da Seilá a quem agradeço esta parceria

Oração das 08:24 PM | | Comentários (6)

Bastava-nos amar. E não bastava

praia-2-1.jpg

Bastava-nos amar. E não bastava
o mar. E o corpo? O corpo que se enleia?
O vento como um barco: a navegar.
Pelo mar. Por um rio ou uma veia.

Bastava-nos ficar. E não bastava
o mar a querer doer em cada ideia.
Já não bastava olhar. Urgente: amar.
E ficar. E fazermos uma teia.

Respirar. Respirar. Até que o mar
pudesse ser amor em maré cheia.
E bastava. Bastava respirar

a tua pele molhada de sereia.
Bastava, sim, encher o peito de ar.
Fazer amor contigo sobre a areia.

Poema de Joaquim Pessoa

Oração das 12:14 AM | | Comentários (9)

maio 07, 2005

vazio

sobre folhas e flores

Pedra a pedra, esvazio este lugar onde outrora
nos encontrámos. Deixo-o limpo de versos e de
sílabas, seco de lágrimas e de suor, silencioso
como o espaço de onde as aves se ausentaram.

Depois, pedra a pedra, construo a memória
em que te vou guardar. Ergo-a desse campo
onde te abracei, sobre folhas e flores, ouvindo
a música do vento por entre ramos e sombras.

«Mas para que a queres?» perguntas-me. «Sem
mim, sem o calor da minha voz, sem o corpo
que amaste?» E pedra a pedra volto a esvaziar
tudo, como se estivesses aqui, sem nada encontrar.

Nuno Júdice in O Estado dos Campos

Oração das 10:47 PM | | Comentários (11)

blogs na planície

Dia 21 deste mês Beja torna-se a capital da blogoesfera com a realização do encontro "Blogs na Planicie" organizado pela Mad e pelo Nikonman. Vejam o programa das festas aqui e aqui e aproveitem para se inscreverem.

Oração das 05:45 PM | | Comentários (5)

maio 06, 2005

sem título

sem abrigo

"Não haja medo que a sociedade se desmorone sob um excesso de altruísmo. Não há perigo desse excesso."

Fernando Pessoa - Aforismos e Afins

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O amigo OrCa não perde uma oportunidade para oder :)

sem título
sem abrigo
sem abraço
sem sombra sequer que retempere
sem sintomas
sem curas
sem cansaços
sem vontade sequer de ser humano
sem página
sem badana
sem capítulo
sem se ler como um livro e
sem um título

Oração das 11:10 AM | | Comentários (11)

maio 04, 2005

renascer

da tua silhueta

Da tua silhueta em fortes traços,
que já fez dos meus sonhos sua presa,
resta uma névoa em contornos lassos
de cinza, de saudade e de incerteza.

(Tua sombra anda longe dos meus passos,
já não partimos pão à mesma mesa...)
No longe dos teus olhos abro os braços
e abraço um novo olhar na Natureza.

Abarco a terra firme, o sol ardente,
as nuvens-sumaúma, o vento esguio,
a chuva cristalina, o mar profundo...

E é nesta orgia – pura e transcendente –
que retempero a força em que recrio
límpidos horizontes prò meu mundo.

Soneto do Fernando a quem, de novo, agradeço a parceria

Oração das 07:31 PM | | Comentários (11)

com olhos cheios de azul

olhos cheios de azul

Com olhos cheios de azul te vejo
Quando estou contigo.
Com olhos cheios de azul te amo
Quando os corpos se juntam.
Com olhos cheios de azul te imagino
Quando a distancia está entre nós.
Com olhos cheios de nevoeiro te recordo
Quando muros se elevam para nos separar.

Oração das 10:18 AM | | Comentários (9)

maio 03, 2005

De repente, o café tornou-se cósmico

pediram em vão às aves

Vais perguntar outra vez porque existes?
Para quê? Para ficares com os olhos
[do tamanho de ilhas tristes?
Pois não sabes que já milhões como tu e como eu
pediram em vão às aves
que procurassem nas nuvens aquela Porta
de que nem a Morte tem as chaves?

E quem a abriu? Quem sabe que Porta é?

(Rapaz! Mais um café!)

José Gomes Ferreira - Café XII

Oração das 10:06 AM | | Comentários (5)

maio 02, 2005

Prescrição para males de amor

Tem circulado pela net via e-mail um poema da Encandescente indicando outro autor que não ela. Porque é bom que a verdade das coisas seja reposta aqui reproduzo o texto que ela publicou no seu blog. Já agora é bom que se saiba que este poema foi lido pelo Prof. Júlio Machado Vaz hoje na Antena 1 e escutado pela nossa sempre atenta Gotinha. Ao que parece o Prof. lamentava não saber de quem era a autoria do poema, que tinha recebido diversas vezes por e-mail, mas a Gotinha já se encarregou de o informar. Só quero aqui mostrar o meu contentamento por ver que a poesia da Encandescente começa finalmente a ser reconhecida como merece. Segue então a reprodução do que ela escreveu hoje:

Este meu "poema" foi escrito no dia 15 de Março às 18.29. Sei a hora exacta porque como acontece com muitos poemas, escrevo-os online (facto que pode ser corroborado por diversas pessoas).
Foi editado ao mesmo tempo, aqui e na Funda São.
Como está ali escrito no canto superior direito, tudo o que escrevo, assim como todos os nomes com que escrevo, estão registados na Sociedade Portuguesa de Autores. O que quer dizer isso mesmo: têm direitos de autor.
Circula um e-mail, que me foi enviado por diversas pessoas atribuindo a autoria do mail a "uma aluna de 16 anos da escola C+S da Rinchoa".
A 1ª versão do mail chamava-se "Manifesto Anti-Camões". A 2ª "Camões Sec. XXI".
Sempre respeitei o que os outros escrevem e até hoje, excepto raras excepções, sempre respeitaram o que escrevi.
É nesta base de respeito mútuo que mantenho o blog.
Quebrei hoje uma regra minha ao pôr aqui este aviso público porque essa regra básica da honestidade intelectual e respeito foi quebrada.
Edito novamente hoje o "poema" que foi escrito na data e hora que referi.

Prescrição para males de amor

"Amor é fogo que arde sem se ver;
É ferida que dói e não se sente;
É um contentamento descontente;
É dor que desatina sem doer;"

Ah Camões
Se vivesses hoje em dia
Tomavas uns anti-piréticos
Uns quantos analgésicos
E Xanax ou Prozac para a depressão
Compravas um computador
Consultavas a página do Murcon
E descobririas
Que essas dores que sentias
Esses calores que te abrasavam
Essas mudanças de humor repentinas
Esses desatinos sem nexo
Não eram feridas de amor
Mas somente falta de sexo.

15 março, 18.29 escrito por "encandescente"

Oração das 04:38 PM | | Comentários (11)